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Guimarães

Funcionários da Coelima “preocupados” com insolvência mas “empenhados e a produzir”

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Os funcionários da Coelima, que hoje se apresentou à insolvência, estão “preocupados mas serenos” e vão continuar “empenhados e a produzir”, dissecum representante sindical, adiantando que na segunda-feira vão começar os plenários de trabalhadores.

O presidente do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, Francisco Vieira, afirmou que os trabalhadores não têm prevista qualquer ação de protesto contra o pedido de insolvência que foi hoje apresentado pela administração, mas “não descartam nenhuma possibilidade”.

Para já, frisou Francisco Vieira, os trabalhadores da Coelima estão “preocupados mas serenos” e vão continuar “empenhados e a produzir” para não serem acusados de serem os “responsáveis se alguma coisa correr mal”.

“Na segunda-feira vamos partir para a realização de plenários para informar e envolver todos os trabalhadores. Se for necessário sair à rua, temos uma enorme experiência nessa frente e não está descartada nenhuma possibilidade. Mas espero que não seja necessário”, frisou o presidente do sindicato.

Francisco Vieira, que é também trabalhador da empresa, confirmou ainda que “neste momento não há dívidas” aos trabalhadores, pelo que mantêm a esperança de que seja encontrada uma solução para a empresa têxtil que opera em Pevidém, na freguesia de São Jorge de Selho (concelho de Guimarães), “há quase 100 anos”.

O pedido de insolvência “deu hoje entrada” no tribunal, que tem agora “três dias úteis, a partir de amanhã”, para proferir uma decisão, que o dirigente sindical acredita que será a de nomear um administrador de insolvência.

“Espero que termine tudo em bem. Tal como no passado, hoje e sempre estaremos na linha da frente da continuidade da empresa e dos postos de trabalho. Desde que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, nomeadamente o emprego, os direitos, o tempo de permanência na empresa, não haverá nenhum ruído”, disse Francisco Vieira.

O sindicalista referiu ainda que a notícia do pedido de insolvência da Coelima “caiu que nem uma bomba”, apesar de os funcionários estarem “atentos” e verem “com muito maus olhos” a evolução da empresa desde que o Conselho de Administração foi substituído, em 09 de março.

Segundo Francisco Vieira, as outras empresas do setor na região estavam já “cheias de trabalho”, enquanto a Coelima “ainda estava a recorrer às medidas de apoio à retoma”.

O dirigente sindical disse ter aproveitado a reunião de hoje para questionar o Conselho de Administração da Coelima sobre os motivos da falta de trabalho, ao que lhe terá sido dito que “a empresa está com falta de liquidez e não tem tesouraria” para cumprir os contratos.

Fonte oficial da têxtil disse hoje à Lusa que procurou diferentes alternativas para prosseguir a atividade, salientando, entre as várias ações promovidas, as candidaturas apresentadas às várias linhas de crédito covid-19, mas que até à data não foram aprovadas.

A Coelima apresentou-se hoje à insolvência, na sequência da quebra de vendas “superior a 60%” provocada pela pandemia e da não aprovação das candidaturas que apresentou às linhas de crédito covid-19, disse explicou a mesma fonte.

Com cerca de 250 trabalhadores, a têxtil de Guimarães integra o grupo MoreTextile, que em 2011 resultou da fusão com a JMA e a António Almeida & Filhos e cujo acionista principal é o Fundo de Recuperação gerido pela ECS Capital.

De acordo com a fonte oficial da têxtil, após “todos os esforços realizados, a empresa decidiu apresentar-se à insolvência de forma a minimizar os impactos nos vários ‘stakeholders’, nomeadamente dos colaboradores, que apesar da situação têm todos os salários em dia”.

Depois da restruturação realizada ao longo dos últimos anos, a Coelima esteve perto de ser alienada em março do ano passado, mas a operação acabou por não avançar, num contexto de incerteza gerada com a pandemia.

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Guimarães

Operária com o salário mínimo condenada a pagar 60 euros de pensão de alimentos à filha de 21 anos em Guimarães

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Uma mulher de Guimarães foi processada pela filha, de 21 anos, depois de estar ter saído de casa, apenas com 16 anos, alegando que não queria mais viver em pobreza, avança o JN.

À mãe, que aufere do salário mínimo, a filha, que agora vive com a madrinha, pediu uma pensão de 200 euros, mas o Tribunal de Guimarães condenou a progenitora a pagar-lhe apenas 90 euros mensais.

Depois de a mãe ter recorrido, este valor foi reduzido para 60 euros por mês.

De acordo com a mesma fonte, a jovem chegou a queixar-se que, enquanto em casa da sua mãe, a pobreza era tal que em alguns momentos o dinheiro não era suficiente para comprar comida.

Esta jovem, passou a receber a pensão do pai, falecido em 2015, de 232 euros, e exigiu este montante à mãe por estudar e alegar não ter como subsistir.

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Guimarães

Idosa de 89 anos morre atropelada na EN 206 em Ronfe

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Um atropelamento vitimou uma mulher, com 89 anos de idade. A mulher foi atropelada na Estrada Nacional 206, que liga Famalicão a Guimarães.

Segundo avança o Guimarães Digital, o acidente aconteceu ao início da noite deste sábado, em Ronfe, no concelho de Guimarães, na Rua de São Tiago.

De acordo com as informações avançadas, terá sido colhida por uma viatura ligeira de passageiros quando circulava naquela via, perto da sua casa. A vítima foi assistida no local pelos meios de socorro do INEM e conduzida ao Hospital de Braga, onde veio posteriormente a falecer. O condutor da viatura envolvida no acidente também sofreu ferimentos e teve de receber assistência hospitalar.

As circunstâncias em que ocorreu este atropelamento estão a ser investigadas pelos militares do Destacamento de Trânsito de Braga da GNR.

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Guimarães

Tragédia na Mealhada: Guimarães chora a morte de três filhos da terra

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FOTOS: FACEBOOK

O concelho de Guimarães está em choque com a morte de três pessoas devido a um trágico acidente que vitimou três filhos da terra. O autocarro onde seguiam na A1, ontem, partiu da freguesia de Figueiredo, Guimarães, rumo ao Santuário de Fátima.

Na colisão contra um poste morreram o motorista, uma catequista que ia a rezar o terço ao microfone na zona frontal do autocarro e um homem que habitualmente enjoava nas viagens e pediu para ir nos bancos frontais.

António Araújo (no meio da foto) é uma das vítimas mortais. Motorista e proprietário da empresa de autocarros Roda do Rei, tinha cerca de 60 anos, e era habitual ser ele a transportar os habitantes daquela freguesia durante os passeios anuais a Fátima.

Outra das vítimas é Emília Castro. Terá morrido por se encontrar na frente do autocarro a rezar o terço. Catequista e elemento do grupo coral, deixa duas filhas já adultas e um rapaz, ainda menor, avança “O Minho”. Trabalhava na empresa têxtil Somelos, em Guimarães.

A terceira vítima mortal, um homem, com cerca de 70 anos, também residia em Figueiredo, e acabou por morrer por estar no banco da frente, uma vez que enjoava nas viagens.

A circulação na A1 foi restabelecida depois de ter estado interdita ao longo de várias horas por causa do acidente que para além dos 3 mortos, causou ainda 5 feridos graves, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

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Guimarães

Colisão entre ligeiros deixa menina de 10 anos ferida gravemente em Guimarães

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Uma criança de 10 anos ficou hoje com ferimentos graves na sequência de uma colisão entre duas viaturas ligeiras, no concelho de Guimarães, a qual provocou ainda dois feridos ligeiros, segundo fontes de socorro.

Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Braga, o acidente ocorreu na localidade de São Salvador de Briteiros, concelho de Guimarães, sublinhando que o alerta foi dado cerca das 08:15.

Os Bombeiros Voluntários das Taipas acrescentaram que a criança, “uma menina de 10 anos”, foi transportada para o Hospital de Guimarães em “estado grave”, enquanto as outras duas vítimas apresentavam “ferimentos ligeiros”.

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Guimarães

Guimarães: Acidente na variante de Creixomil provoca ferimentos numa mulher

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FOTO: Ivo Borges/O MINHO

Uma colisão entre três veículos ligeiros provocou ferimentos numa mulher de 34 anos, esta manhã, na variante de Creixomil, em Guimarães.

O sinistro cerca das 09:15 horas e terá envolvido três viaturas ligeiros.

No local estiveram os Bombeiros de Guimarães, com uma ambulância. Esteve também a PSP, que organizou o trânsito, já que o acidente provocou longas filas na variante.

A vítima foi transportada para o Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, com ferimentos considerados ligeiros, avança o Minho.

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Guimarães

Crianças refugiadas da Ucrânia encontram paz praticando ginástica em Guimarães

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Na academia de ginástica de Guimarães, Anzhelika Shyriaieva, de 11 anos, diz ter recuperado a “segurança e a “rotina de treinos” que perdera em Kharkiv, entre movimentos com maças, arcos ou cordas, aparelhos da ginástica rítmica.

Praticante desde os quatro anos, a ginasta atravessou a fronteira com a Polónia em 14 de março, ao “fim de 18 dias” da invasão em larga escala da Rússia e de bombardeamentos à segunda cidade mais populosa da Ucrânia, tendo percorrido a Europa de carro e chegado ao Minho em 05 de abril para treinar no Guimagym, clube que ocupa a infraestrutura.

“As duas coisas foram muito importantes para mim: sentir-me em segurança e voltar a ter uma rotina de treinos e de escola”, conta Anzhelika à Lusa, segundo a tradução da treinadora Adriana Castro, licenciada em educação física e mestre em desporto olímpico e profissional durante os seis anos que viveu em Kiev.

A viver em Portugal com a mãe, a ginasta que tem no “arco” o seu aparelho preferido diz-se “muito bem acolhida” por “pessoas muito simpáticas”, mas com recorrentes “saudades do pai”, que se manteve no seu país natal.

Das seis ginastas rítmicas de competição ‘acolhidas’ pelo clube vimaranense, Anzhelika é a única cuja treinadora na Ucrânia Adriana Castro não conhecia, tendo ficado a par do Guimagym através da base de dados criada pela federação ucraniana de ginástica, que indicava o clube “mais perto” do destino de refúgio de cada um dos interessados.

“A Anzhelika veio ter com uma amiga da mãe que está em Vizela, com futebolistas. Nessa base de dados, descobriram que o Guimagym tinha ginástica rítmica. Entraram em contacto connosco e acolhemo-la”, explica a treinadora.

Natural de Lisboa, Adriana Castro trabalha há quatro anos para o clube com cerca de mil praticantes, 23% dos quais de competição, emitindo agora as indicações em português e em russo.

Desde que o acolhimento de refugiados está em curso em Guimarães, a treinadora encetou contactos com “amigas e treinadoras na Ucrânia” para “acolher ginastas delas em Portugal”, mais propriamente num clube que oferece todas as “disciplinas gímnicas” e que já conta com 10 atletas ucranianos.

“Temos seis meninas na rítmica de competição, duas meninas na rítmica de representação, um menino na artística masculina e vamos receber uma menina para a acrobática”, enumera.

Adriana Castro está ainda envolvida no trabalho do Guimagym para providenciar “alojamento” e “alimentação” às famílias das ginastas, bem como para as matricular nas escolas, em colaboração com empresas vimaranenses que já assumiram “despesas mensais de água, luz e Internet” e com pais de outros atletas, que já disponibilizaram, por exemplo, um carro para transporte.

Apesar das “lágrimas nos olhos” quando se “fala no pai” de cada uma delas, a mestre em desporto realça que as seis ginastas de competição apareceram no Guimagym com “vontade de voltarem ao treino e de recuperarem a forma”, mas também com a “preocupação de terem perdido alguma capacidade física”.

“Quiseram logo treinar, apesar do cansaço da viagem, da confusão toda de chegar e de terem que se alojar. […] Portanto, a importância da ginástica na vida destas crianças é realmente muita. […] O clube só está a fazer a parte social de as deixar treinar e de lhes dar as melhores condições possíveis”, frisa.

Além de Anzhelika Shyriaieva, também Ailara Stadnyk, Oleksandra Riabets, Sofia Riabets, Miroslava Bespala e Sofia Smerteniuk competiam na Ucrânia, tendo esta última ginasta, de 15 anos, integrado a seleção principal do seu país.

“Saímos de Kiev logo no primeiro dia da guerra. Dirigimo-nos para a fronteira com a Polónia e estivemos lá um mês, a tentar perceber qual seria o próximo passo, até que contactámos a treinadora Adriana a partir da minha treinadora na Ucrânia. Chegámos na sexta-feira [08 de abril], fomos bem recebidos e deram-nos o que precisávamos”, detalha a mais velha das seis ginastas.

À espera que se concretize a filiação na Federação de Ginástica de Portugal, Sofia Smerteniuk acredita que “vai continuar a mostrar resultados” em Portugal, sentindo apenas falta dos avós paternos e do irmão de 18 anos, que ficou retido na fronteira com a Moldova.

“A minha avó materna está cá. O meu irmão de 18 anos chegou à fronteira e não o deixaram sair. Continua na cidade da fronteira com a Moldova e não consegue sair”, diz.

Ao lado, a mais jovem das ginastas, Miroslava Bespala, tem no arco o seu aparelho favorito e afirma ter sido recebida “com alegria” quer na escola, onde foi até ‘brindada’ com presentes, quer no Guimagym.

“Mal cheguei, queria muito começar a treinar. Mal comecei a treinar, voltei à rotina de ginástica e tudo de mau desapareceu da cabeça. Gosto muito de cá estar, sinto-me bem e só quero treinar e continuar na vida normal. […] Sinto saudades do pai, dos avós e dos bisavós que lá estão ainda”, conta ‘Mira’, de oito anos, oriunda da reconhecida escola de ginástica rítmica Deriugina, de Kiev.

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Desporto

VÍDEO: Adepto entra em campo e agride jogadores do Vitória durante jogo contra o Porto

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Um espetador entrou no relvado do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, no jogo entre Vitória de Guimarães e FC Porto, da 29.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol e tentou agredir jogadores vimaranenses.

O espetador apareceu no relvado ao minuto 90+4, quando o jogo estava parado e os jogadores se concentravam numa área próxima do banco de suplentes vimaranense, e primeiro tentou rasteirar Rochinha, acertando com o pé no jogador, dirigindo-se depois a Geny Catamo, tentando pontapear o avançado.

Na sequência da ocorrência, gerou-se alguma confusão em torno do espetador, que foi retirado do relvado por elementos da empresa de segurança privada ligada à organização do jogo.

 O FC Porto venceu hoje na visita ao Vitória de Guimarães por 1-0, na 29.ª jornada da I Liga de futebol, e repôs a vantagem em relação ao Sporting, batendo o recorde de jogos consecutivos sem perder no campeonato.

Em Guimarães, o avançado iraniano Mehdi Taremi marcou o único golo da partida, aos 36 minutos, de penálti, desperdiçando depois, aos 62, novo castigo máximo, num jogo em que os vimaranenses terminaram reduzidos a 10, devido a expulsão do colombiano Oscar Estupiñán, aos 80.

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Economia

Mercadona abre mais uma loja em Guimarães e colabora com o Lar de Santa Estefânia

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 A Mercadona abrirá a sua 30.ª loja em Portugal no próximo dia 5 de abril, em Guimarães, na Rua Eduardo Manuel de Almeida, n.º 530, na freguesia de Urgezes (Cães de Pedra). Esta será também a segunda loja da Mercadona na cidade, depois de ter aberto, em junho de 2021, um supermercado na freguesia de Silvares.

Um dos compromissos que a Mercadona mantém com a Sociedade é partilhar parte do que dela recebe. Com este objetivo, a empresa desenvolve o seu Plano de Responsabilidade Social, no qual estão inseridas as doações alimentares.

Deste modo, esta nova loja doará, diariamente e desde o primeiro dia, bens de primeira necessidade ao Lar de Santa Estefânia, em Guimarães. Esta instituição, com mais de um século de existência, é  reconhecida pela sua dedicação a crianças e jovens desprotegidos e conta atualmente com cerca de 120 profissionais que prestam serviços diários, em permanência, a mais de mil famílias. Além de várias estruturas e serviços de apoio à sociedade, o Lar de Santa Estefânia conta ainda com uma cantina social que serve mais de 150 refeições quentes por dia.

Em 2021, a empresa doou mais de 1.400 toneladas de alimentos e produtos de primeira necessidade a cantinas sociais, bancos alimentares e outras entidades sociais de Portugal, que correspondem a 23.300 carrinhos de compras. No distrito de Braga, a Mercadona já colabora com o Banco Alimentar, a Cáritas, com várias delegações da Cruz Vermelha e outras instituições às quais doa diariamente desde as suas quatro lojas já abertas no distrito, tais como o GASC, em Barcelos, a Associação de Solidariedade Dar as Mãos, em Vila Nova de Famalicão, a Associação de Solidariedade Social de S. Tiago de Fraião, em Braga, e o Lar de Santo António, em Guimarães.

Alves Pinto, Presidente da direção do Lar de Santa Estefânia, afirma que “A colaboração da Mercadona com uma instituição como o Lar de Santa Estefânia, que apoia crianças, jovens acompanhados, doentes neurológicos, famílias com necessidades alimentares e outras, estudantes das ex-colónias, etc., é preciosa sob diversos aspetos, não sendo despiciendo o exemplo de atitude solidária, subsidiária, desprendida e amiga que emerge da sua ligação à nossa Instituição”.

Sofia Cardoso, Diretora Regional de Relações Externas Zona Norte de Portugal, acrescenta que “É com imensa satisfação que celebramos esta colaboração com o Lar de Santa Estefânia, tendo em conta o trabalho essencial de proximidade que realizam junto dos mais necessitados, especialmente das crianças e jovens mais vulneráveis. Por isso, na Mercadona orgulhamo-nos muito de poder contribuir com bens de primeira necessidade para a elaboração das mais de 150 refeições que preparam diariamente para a comunidade”.

Sofia Cardoso, da Mercadona, e Alves Pinto, do Lar de Santa Estefânia, na assinatura do acordo de colaboração

Mercadona em Portugal

Com a abertura de mais 9 lojas em 2021, nos distritos do Porto, Braga, Aveiro e Viana do Castelo, a empresa alcançou os 29 supermercados no país, atingiu um volume de vendas de 415 milhões de euros e pagou 62 milhões de euros em impostos através da empresa portuguesa Irmãdona Supermercados, sediada em Vila Nova de Gaia. Além disso, finalizou o ano com uma equipa de 2.500 colaboradores e um investimento de 110 milhões de euros

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Guimarães

Hospitalidade minhota muda as vidas dos refugiados que desembarcaram esta terça-feira em Guimarães

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Uma avó que foi buscar o neto, um jovem que fugiu sozinho para a Polónia, ou uma menina, de 12 anos, que pinta retratos, são algumas das “histórias de vida” de refugiados ucranianos que hoje chegaram a Guimarães.

Um autocarro com 52 refugiados ucranianos, incluindo três crianças, chegou a Guimarães, vindo de Varsóvia, capital da Polónia, numa iniciativa da Câmara de Guimarães, através da Rede de Solidariedade, em articulação com a Comunidade Intermunicipal do Ave (CIM do Ave), que agrega oito municípios: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vila Nova de Famalicão, Vizela e Vieira do Minho.

“Temos uma avó que está em Olhão, no Algarve, que foi de propósito à Ucrânia buscar o neto para o trazer para Portugal, porque a mãe é polícia na Ucrânia e o pai está impedido de sair devido à lei marcial. Contou-me que foi muito difícil sair da Ucrânia com o neto. Houve um comboio que antecedeu o dela que foi atingido pelas tropas russas”, partilha Hugo Quaresma, da Proteção Civil do município de Vieira do Minho, que acompanhou a viagem.

Cinco dias e cerca de sete mil quilómetros depois, eram 09:11 quando o autocarro estacionou junto ao Largo da Mumadona, em Guimarães. Pouco depois, sobretudo mulheres, adolescentes, três crianças, de 3 anos, e três cães, um deles ao colo de uma jovem, começaram a sair do autocarro.

Entre sorrisos, abraços, algumas lágrimas e muito cansaço, os refugiados pegavam nas malas e nas sacas, que foi tudo o que conseguiram trazer de uma guerra que lhes mudou a vida.

Uma das histórias que mais marcou Hugo Quaresma foi a de um jovem, de 17 anos (que vai ficar em Guimarães), que estava institucionalizado no Ucrânia, e que fugiu, sozinho, para a Polónia.

“Ele estava institucionalizado numa instituição na Ucrânia. Com o rebentar da Guerra, fugiu para Varsóvia, completamente sozinho. Tem 17 anos e está sozinho no Mundo. É uma das pessoas que tem de ser seguida, pois não tem mais nenhum tipo de apoio. Nem aqui nem em lado nenhum”, relatou, acrescentado já ter sinalizado o caso junto das autoridades competentes para o seu necessário acompanhamento.

Enquanto Hugo Quaresma partilha as “histórias de vida e heroicas” de alguns dos refugiados, estes vão sendo encaminhados para os carros e pequenos autocarros que os hão-de levar até ao próximo destino: ou para casa de familiares e amigos ou para alojamento disponibilizado pelos municípios.

Uma menina de 12 anos, com jeito para as artes, está entre aqueles que também vão ficar em Guimarães.

“Temos uma miúda, de 12 anos, que gosta imenso de arte e também vai ficar aqui em Guimarães. Ela fala muito bem inglês, já aprendeu algumas palavras em português, e, ontem à noite [segunda-feira], em 10 minutos, fez o meu retrato dentro do autocarro”, revela Hugo Quaresma, que fez a viagem juntamente com quatro motoristas e um tradutor.

Outra das “passageiras” é uma jovem que trabalhava como revisora nos caminhos de ferro ucranianos e que teve de fugir com a filha, deixando os pais e o marido na Ucrânia.

“São histórias de vida que estão aqui dentro e que, infelizmente, se viram no meio desta guerra sem saberem porquê. Uns disseram que vão voltar, outros já têm familiares em Portugal e vão cá ficar, mas, principalmente, os mais velhos, com o saudosismo, têm a intenção de voltar à Ucrânia”, referiu Hugo Quaresma.

Alguns dos refugiados que constavam da lista para trazer para Portugal não conseguiram embarcar.

“Uma mãe e um filho não puderam vir, porque o filho ficou doente. E era um risco fazer a viagem com a criança doente até Portugal. Conseguimos substituir por outras pessoas”, afirmou.

Para este técnico da Proteção Civil da autarquia de Vieira do Minho, esta experiência foi marcante a vários níveis.

“Não podemos mudar o Mundo, é impossível. Em Guimarães, em Vieira do Minho, em Portugal. Mas o povo da CIM do Ave mudou o Mundo desta gente e isso é que é importante. Ficámos contentes por trazer estas pessoas para aqui sãs e salvas. Fizemos o nosso trabalho”, declarou Hugo Quaresma, com a voz embargada.

Tomar um banho é agora o desejo de Hugo Quaresma, algo que não faz desde sexta-feira, dia em que o autocarro saiu de Guimarães.

A guerra na Ucrânia provocou milhares de mortos e feridos, mas o número preciso está ainda por determinar.

A ONU contabilizou 636 civis mortos e 1.125 feridos até domingo, mas tem alertado insistentemente que o número deverá ser substancialmente superior.

Mais de três milhões de pessoas fugiram da Ucrânia para países vizinhos desde o início da guerra, naquela que já é considerada a prior crise do género na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

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Guimarães

Farfetch passa de prejuízo em 2020 a lucro de 1.315 milhões em 2021

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A plataforma ‘online’ de venda de moda de luxo Farfetch obteve um lucro de 1.470 milhões de dólares (1.315 milhões de euros), recuperando do prejuízo de 3.315 milhões de dólares (2.965 milhões de euros) de 2020, anunciou a empresa.

Segundo os resultados financeiros divulgados na quinta-feira à noite, em comunicado, no ano passado as receitas aumentaram 35%, para 2.256 milhões de dólares (cerca de 2.018 milhões de euros), e o EBITDA (resultado ajustado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi positivo em 1,64 milhões de dólares (cerca de 1,47 milhões de euros), em comparação com perdas de 47,4 milhões de dólares (mais de 42 milhões de euros) em 2020.

No quarto trimestre de 2021, a Farfetch registou um resultado líquido de 96,89 milhões de dólares (86,73 milhões de euros), que compara com um prejuízo de quase 2.264 milhões de dólares (2.027 milhões de euros) no período homólogo.

As receitas somaram 665,7 milhões de dólares (595,9 milhões de euros) de outubro a dezembro, mais 23% do que no terceiro trimestre de 2020.

Em 2021, o valor das mercadorias (GMV, do inglês ‘Gross Merchandise Value’) à venda na plataforma atingiu os 4.229 milhões de dólares (3.784 milhões de euros), um crescimento de 32,7% face a 2020.

Citado no comunicado, o fundador, presidente e presidente executivo (CEO) da Farfetch considera que “os resultados do quarto trimestre claramente demonstram o forte impulso por trás da plataforma”.

“Saímos do ano tendo, mais uma vez, entregado ‘market share’ e capturado crescimento do GMV [valor total dos bens vendidos, do inglês ‘Gross Merchandise Value’], no nosso primeiro ano com EBITDA ajustado positivo. Isto posiciona a Farfetch para um incrível 2022, focado em continuar a liderar a indústria da moda de luxo ‘online’, em crescer mais depressa que os concorrentes e em aumentar a rentabilidade”, afirma o português José Neves.

Segundo salienta o CEO, “a acelerada digitalização da indústria de luxo potencia a oportunidade de alavancar as capacidades únicas da plataforma da Farfetch, reforçando a capacidade de capturar quota de mercado e aumentar a rentabilidade”.

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