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Covid-19: Almoços e jantares fora de casa são “momentos de alto risco”

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A diretora-geral da Saúde advertiu hoje que as refeições fora do núcleo familiar básico são “um momento de alto risco” para o contágio com covid-19, lembrando que cerca de 70% dos casos ocorrem em convívios familiares ou sociais.

Neste momento, as estimativas apontam para que “cerca de 68% a 70% dos casos ocorrem através de convívio familiar ou de convívio social”, afirmou Graça Freitas na conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

Graça Freitas chamou a atenção para “um momento extremamente crítico” dos convívios familiares ou sociais, que são as refeições onde há partilha de bebidas e comida.

“É um momento de grande descontração, de grande proximidade e obviamente, não estamos a usar máscara e, portanto, é um momento crítico para o contágio”, salientou.

Por isso, deixou um apelo para que as pessoas façam as refeições apenas com o seu núcleo familiar básico, que vive junto na mesma casa: “seria o ideal”.

Questionada sobre a abertura dos supermercados e mercearias durante todo o dia durante o estado de emergência poder gerar alguns ajuntamentos, Graça Freitas afirmou que o que se tem observado ao longo dos meses de pandemia é que “continua a haver restrições na entrada nos supermercados”.

“Há filas muitas vezes e as pessoas habituam-se rapidamente a perceber em que horas é que devem ir, veem se há mais ou menos gente e de um modo geral nós temos tido uma frequência dos supermercados e das lojas e do comércio em geral bastante ordeira”, comentou.

Portanto, sustentou, tirando um período de adaptação que poderá haver nos próximos dias, haverá depois “uma aprendizagem muito rápida”.

“Faremos o que temos feito nestes últimos meses em que já não entramos num supermercado sem estar numa fila. Já nos habituamos a isso e já o fazemos com naturalidade”.

Sobre a realização de testes em massa em escolas, lares ou em prisões, a diretora-geral da Saúde afirmou que “não há uma regra única e básica de quando determinar o número de testes ou fazer-se testes em massa” nestes locais.

“Esse contexto de testagem mais massificada depende sempre da avaliação do risco do que se passa nessa instituição e também da avaliação do risco do que se passa na comunidade”, explicou.

Observou ainda que “há uma decisão muito importante” que deve ser tomada por autoridades de saúde em concertação com a escola ou o lar e com os outros parceiros da comunidade.

Ainda em relação aos testes, Graça Freitas apelou à população para que não os faça por iniciativa própria, devendo esperar por uma requisição médica, por um conselho médico, seja da autoridade, do seu médico assistente ou de um hospital.

“Os testes são pedidos por escrito e aconselhados sempre que são necessários não tenham a mínima dúvida. Portugal testa muito desde o início e, portanto, as pessoas não deviam tomar a iniciativa delas próprias pedirem testes”, salientou.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.255.803 mortos em mais de 50,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.959 pessoas dos 183.420 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde

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Filas nos supermercados disparam nas manhãs de fim de semana

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FOTO: Marcos Borga

As restrições impostas por causa da pandemia de Covid 19 estão a trazer muitas alterações na vida das pessoas. É o caso do funcionamento dos hipermercados e de outras grandes superfícies em horário reduzido, apenas de manhã aos sábados e domingos até às 13h0, a par da limitação do número de clientes, está a gerar filas no exterior que chegam a mais de uma hora de espera.

Assim, as restrições devido à pandemia estão a ser contraproducentes, reclama a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), que defende que possam entrar o dobro dos clientes nas lojas. Mesmo com menos vendas aos fins de semana, o setor dos super e hipermercados é o que mais cresce em valor de transações, segundo a SIBS.

“Foi sentido especialmente um crescimento nas lojas alimentares, com os portugueses a tentarem abastecer as suas casas entre as 10 e as 13 horas. Isto provocou bastantes filas à porta, pois foram cumpridos os rácios impostos pela DGS”, comentou Gonçalo Lobo Xavier, relativamente aos fins de semana passados. O diretor-geral da APED calculou que, face a outros sábados ou domingos sem restrições, o “aumento da afluência foi na ordem dos 50%”. Para o responsável, “deixar as lojas vazias com pessoas a amontoarem-se à porta em nome da suposta saúde pública é um erro, uma incongruência e uma teimosia”, que levará a um “agravamento dos problemas” com a aproximação do Natal. Por isso, defende que “é preciso aumentar o número de pessoas em loja, e já, para 10 pessoas por 100 m2 como acontece em Espanha ou Alemanha”.

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“Portugal terá níveis muito baixos de novos casos de Covid se mantiver restrições”

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A estimativa é do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) que diz que se Portugal mantiver as restrições adotadas atualmente, irá registar em dezembro “níveis muito baixos” de novos casos de Covid-19, seguidos de menos admissões hospitalares e mortes.

“Nas mais recentes projeções, estimámos que 22 dos 31 Estados-membros [da União Europeia e do Espaço Económico Europeu] terão uma redução do número de casos confirmados e, subsequentemente, das admissões hospitalares e mortes, para níveis muito baixos”, indica o ECDC em resposta escrita enviada à agência Lusa.

Portugal é um desses países, mas isso apenas se “mantiverem as medidas de resposta em vigor a 18 de novembro de 2020 e até ao final do período de previsão, que é 25 de dezembro de 2020”, acrescenta a agência europeia, aludindo ao relatório divulgado esta semana.

Se as atuais medidas continuarem a serem adotadas em Portugal, o ECDC prevê, no relatório divulgado esta semana com projeções a curto prazo sobre a evolução da situação epidemiológica na União Europeia (UE), que após um pico de infeções em meados de novembro, se registe um abrandamento acentuado em dezembro, que deverá culminar em menos de 2.000 casos diários em janeiro.

No caso dos números diários de mortes, de internamentos e de entradas nos cuidados intensivos, o pico deverá ser atingido em dezembro, de acordo com esta agência europeia, que prevê um abrandamento em janeiro.

A agência europeia de saúde pública admite, porém, que estas projeções “continuam a ser um grande desafio, uma vez que estão muito dependentes das políticas decretadas pelos Estados-membros”.

Sediado na Suécia, o ECDC tem como missão ajudar os países europeus a dar resposta a surtos de doenças.

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Covid-19: Ordem dos Médicos pede igualdade na distribuição das vacinas

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Manifestando disponibilidade para colaborar na proposta de vacinação nacional, o bastonário e o Gabinete de Crise para a covid-19 da Ordem dos Médicos pediram hoje transparência, equidade e fundamentação na vacinação contra o novo coronavírus.

“As vacinas só são eficazes se forem administradas, pelo que todo este processo deve pautar-se pela maior transparência, rigor e fundamentação científica”, refere uma nota de imprensa da Ordem dos Médicos, na sequência de notícias sobre os grupos prioritários de vacinação.

A questão de quem deve ter prioridade nas vacinas à covid-19 gerou polémica na sexta-feira em Portugal, com a possibilidade, noticiada na imprensa, de que maiores de 75 anos sem comorbilidades ficavam de fora do acesso prioritário à vacina.

A situação surgiu por haver uma proposta de especialistas da Direção-Geral da Saúde (DGS) de que pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças graves, funcionários e utentes de lares de idosos e profissionais de saúde devem ser os primeiros a ser vacinados.

O líder do núcleo de coordenação da ‘task-force’ criada pelo Governo para coordenar todo o plano de vacinação contra a covid-19 disse no mesmo dia à Lusa que a proposta apresentada pela DGS “não tem qualquer limite de idade para as pessoas internadas em lares”.

Os residentes em lares, de qualquer idade, os funcionários destas instituições, os profissionais de saúde, das forças de segurança e os idosos com comorbilidades severas são os grupos prioritários propostos pela DGS para a vacina contra a covid-19, declarou Francisco Ramos.

Na nota de imprensa, o bastonário Miguel Guimarães e o Gabinete de Crise defendem que “a estratégia de vacinação deve ser clara e ter objetivos bem definidos, assentes na prevenção e minimização da mortalidade, morbilidade e da sobrecarga” do Serviço Nacional de Saúde.

“A estratégia de vacinação nacional deve estar articulada com as estratégias de vacinação dos restantes países na União Europeia” e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, além de “ter em consideração” a ligação de Portugal aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

O documento insiste na “importância da equidade para vacinar primeiro quem mais beneficia em termos de gravidade e risco de exposição e transmissão, bem como o respeito pela fundamentação técnico-científica assente numa comunicação responsável e coerente”.

Reconhecendo que “a vacinação contra o SARS-CoV-2 é uma medida essencial para ultrapassar esta grave crise, devolver a todos uma vida sem medo, salvar a economia e travar a pobreza”, a Ordem dos Médicos reitera “total disponibilidade para colaborar na proposta de vacinação nacional e contribuir para a sua implementação”.

Na sexta-feira, o bastonário da Ordem dos Médicos assumiu que lhe causa confusão e estranheza que os mais idosos não possam ser vacinados contra a covid-19, aguardando conhecer os critérios da DGS.

Numa primeira análise, Miguel Guimarães considerou “estranho” que pessoas “mais frágeis, menos resistentes e que sofrem mais com a infeção não estejam a ser protegidas”, remetendo para mais tarde uma “resposta mais concisa” sobre o assunto.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou-a uma “ideia tonta” e o primeiro-ministro, António Costa, rejeitou essa possibilidade.

Portugal contabiliza pelo menos 4.276 mortos associados à covid-19 em 285.838 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da DGS.

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