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ASAE oferece peças de vestuário apreendidas a pessoas necessitadas

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Mais de 10 mil peças de vestuário contrafeito foram este ano doadas pela ASAE em todo o país, numa iniciativa que teve hoje a última entrega, em Alvito, a três instituições dos distritos de Beja, Évora e Setúbal

O Centro Social e Paroquial de Vila Nova da Baronia (Beja), o Estabelecimento Prisional de Évora e a Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém (Setúbal) foram as entidades que receberam as últimas “634 peças no valor de 124 mil euros”, da 41.ª doação levada a cabo em 2020 pela Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

“As peças são essencialmente vestuário que resulta das apreensões e, depois, no âmbito dos processos judiciais, os magistrados autorizam a sua doação, sempre e quando as marcas não se oponham”, explicou o inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, que representou a instituição na entrega, que se realizou na Câmara Municipal de Alvito.

A autoridade, referiu Pedro Portugal Gaspar, assegura uma lógica de “equidade geográfica” na distribuição, que contou com “pelo menos uma doação por distrito” e atingiu um “valor total aproximado de mais de 200 mil euros”.

“Isto assume-se como alternativa à destruição, que seria o percurso normal. No fundo, é um aproveitamento de atividades ilícitas para uma finalidade lícita”, acrescentou.

Apesar de esta ser uma prática cada vez mais corrente, o inspetor-geral admite que “há uma quantidade muito grande” de artigos contrafeitos que são destruídos, uma vez que ainda não foi possível inverter completamente essa tendência e alguns, “por natureza”, têm mesmo de ter esse ‘fim de ciclo’.

“É o caso dos artigos de perfumaria e cosmética, por exemplo. As doações têm de ser de peças compatíveis para um uso de primeira necessidade, como é o vestuário. Depois, nalguns casos, as próprias marcas também não autorizam e temos de nos conformar”, lamentou Pedro Portugal Gaspar.

Alguns produtos alimentares têm sido também doados pela ASAE, mas em menor quantidade, uma vez que requerem “outro tipo de precauções para não ter problemas de segurança alimentar”.

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Covid-19: Idosos no fim da lista de prioritários para distribuição da vacina

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O plano de vacinação apresentado esta quinta-feira pela Direção-geral da Saúde está a causar algumas preocupações por colocar os idosos no fim da lista de prioridades.

A lista apresentada por Graça Freitas coloca as pessoas com mais de 65 anos no fim das prioridades, causando indignação alguns peritos da saúde.

Este plano apresentado discrimina cinco grupos prioritários para a vacinação: em primeiro lugar estão os profissionais de saúde, de seguida funcionários de lares, em terceiro lugar encontramos a população dos 50 aos 59 anos que apresentem fatores de risco como doença crónica e no quarto lugar estão todos os portugueses dos 60 aos 64 anos sem comorbilidades.

Em quinto lugar está a população com mais de 65 anos e a seguir o resto da população uma ordem ainda por definir.

O jornal Público avança ainda que as conclusões deste grupo de trabalho especificam que toda a população entre os 50 e 75 anos, sofrendo doenças graves como insuficiência cardíaca respiratória e renal, funcionários, utentes de lares de idosos e os profissionais de saúde deverão ser os primeiros a ser vacinados contra covid-19.

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Covid-19: Congresso do PCP começa esta sexta-feira apesar da polémica

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Com metade dos delegados habituais, o PCP inicia hoje, em Loures, o seu XXI congresso que mesmo antes de começar já tinha gerado polémica por se realizar durante a pandemia de covid-19.

No total, serão cerca de 600 os delegados –contra os 1.200 de 2016 – num congresso que deverá confirmar a continuação de Jerónimo de Sousa, secretário-geral desde 2004, há 16 anos, sucedendo a Carlos Carvalhas, e que fará o discurso de abertura.

Os militantes comunistas reúnem-se num concelho governado pelo comunista Bernardino Soares e no mesmo pavilhão, Paz e Amizade, de Loures, onde o XIII congresso, em 1990, elegeu para “número dois” do partido, então liderado por Álvaro Cunhal, o economista Carlos Carvalhas, que agora abandona o comité central.

Este será o primeiro congresso pós-`geringonça´ e em que serão tiradas as “lições” desse período de entendimento parlamentar entre a esquerda, incluindo o PCP, e o PS e a que os comunistas chamam “nova fase da vida política portuguesa”.

Nas teses, ou proposta de resolução política, o partido faz um balanço positivo embora “limitado” dos anos da “geringonça”, um período que, embora complexo e “com contradições”, não pode ser usado para “branquear a política e ação do PS”.

E em entrevistas recentes, Jerónimo de Sousa colocou dificuldades a uma eventual reedição de um entendimento idêntico, admitindo, por outro lado, que a crise pandémica, desde março, abriu mais divergências com os socialistas.

Hoje, primeiro dia do congresso, os trabalhos começam pelas 10:30 e a primeira parte será dedicada ao discurso, que se prevê longo, de Jerónimo de Sousa sobre os quatro últimos anos, desde o congresso de 2016.

Para sábado, está prevista a eleição do novo comité central, de onde sairão o ex-deputado Agostinho Lopes, o antigo líder da CGTP Arménio Carlos e Carlos Carvalhas, antecessor de Jerónimo de Sousa.

Até ao momento, o PCP não deu qualquer sinal de que qualquer mudança na liderança, a ponto de Jerónimo de Sousa ter admitido que poderá continuar como secretário-geral e até disse na SIC, em 12 de outubro: “”O meu partido precisa ainda da minha contribuição.”

Ainda em outubro, o jornal Público fez manchete da notícia de que Jerónimo continuaria mais algum tempo e que as regras sanitárias de combate à pandemia de covid-19 têm dificultado as reuniões e o debate interno prévio ao congresso do PCP para se tomar uma decisão dessa importância.

O secretário-geral dos comunistas é escolhido pelo comité central, eleito em congresso.

No total, serão 600 os delegados que, desta vez, e por causa da epidemia, terão apenas cadeiras para se sentar, sem mesas, de forma a manter a distância de segurança entre si, e que vão também espalhar-se pelas bancadas. E não haverá delegações estrangeiras convidadas.

Apesar de ser organizado segundo regras da Direção-Geral da Saúde (DGS), o congresso está a ser polémica e criticado por dirigentes partidários, especialmente do PSD e do CDS.

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Covid-19: Especialistas estimam 1.400 internamentos na próxima semana só no Norte

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Um especialista indicou esta sexta-feira que a situação epidemiológica na região Norte está a começar a “abrandar”, embora na próxima semana a região possa continuar a contabilizar 1.400 internamentos, 300 internamentos em unidades de cuidados intensivos e 40 óbitos diários.

Em declarações à agência Lusa, Milton Severo, responsável pelas projeções do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) afirmou que, nos “últimos cinco dias, os valores observados [na região Norte] têm sido inferiores aos das previsões”, um “sinal positivo”, demonstrativo de que, “finalmente, a região está a conseguir aplanar” os casos de infeção.

Ainda que a situação epidemiológica aponte para uma “estabilização”, as previsões do ISPUP indicam que na próxima semana a região pode contabilizar 1.400 a 1.500 internamentos nas unidades hospitalares.

“Tivemos uma fase, entre 18 de outubro e 01 de novembro, em que os internamentos duplicavam a cada 11 dias. Nesta fase, estão a duplicar só a cada 60 dias, ou seja, está a diminuir claramente o crescimento”, referiu Milton Severo.

No que aos internamentos em unidades de cuidados intensivos (UCI) concerne, as previsões do instituto do Porto apontam “para 300 a 340” doentes com o novo coronavírus, que provoca a covid-19.

Milton Severo afirmou ainda que a região deverá continuar a contabilizar, por dia, 3.000 a 4.000 casos de novas infeções pelo SARS-CoV-2 e 40 óbitos.

“Podemos dizer que estamos num planalto, isto é, que vamos manter estes números, até porque o índice de transmissibilidade [vulgarmente designado R] está a abrandar e ronda os 1.15 a 1.2 na região”, disse

O ideal “seria, no entanto, que estes valores começassem a descer”, afirmou.

Também Pedro Chamusca, da direção da Associação Portuguesa de Geógrafos (APG) afirmou à Lusa que os mapas da distribuição geográfica da evolução da pandemia, feitos a partir dos dados da Direção-Geral de Saúde (DGS), mostram que a região está, tendencialmente, a começar a “atenuar” a situação epidemiológica.

“Há sinais de que estamos a conseguir atenuar os efeitos nos territórios com mais exposição. A tendência, agora, é começarmos a atenuar a situação a duas velocidades”, disse.

De acordo com o responsável, nos territórios com menos indústria e necessidade de deslocações “a diminuição será mais rápida”.

Para Pedro Chamusca, também investigador na Universidade de Aveiro, a “incidência não vai para valores razoáveis que permitam o aliviar de quaisquer medidas”.

“Parece-me mais complicado inverter a tendência nos concelhos que têm uma grande exposição e forte atividade industrial”, disse, considerando que estes territórios deveriam ser vistos “à lupa” por forma a encontrar “soluções para diminuir o número de casos”.

Portugal contabiliza pelo menos 4.209 mortos associados à covid-19 em 280.394 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 08 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

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