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Costa: “Ficaria muito surpreendido se não houvesse estado de emergência no Natal”

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Alegando que o conteúdo das medidas que estão a ser adotadas são menos intensas, mas com maior extensão temporal, António Costa, disse este sábado que ficaria “muito surpreendido” se não vigorar o estado de emergência no Natal.

“Ficaria muito surpreendido se não houvesse estado de emergência no Natal, porque isso significa que a evolução do combate à epidemia teria sido muito rápida”, declarou António Costa em conferência de imprensa.

António Costa assumiu esta perspetiva depois de ter anunciado novas medidas contra a covid-19 tomadas na sexta-feira em Conselho de Ministros no âmbito da prorrogação do estado de emergência.

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Governo tem um mês para coordenar todo o plano de vacinação contra a covid-19

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Tem um mês para definir todo o processo, a ‘task-force’ criada pelo Governo para coordenar todo o plano de vacinação contra a covid-19, desde a estratégia de vacinação à operação logística de armazenamento, distribuição e administração das vacinas.

Segundo o despacho publicado hoje em Diário da República, assinado pelos ministros da Defesa Nacional, Administração Interna e Saúde, esta task-force tem um mandato de seis meses, renovável em função do progresso da operacionalização da vacinação contra a covid-19.

A ‘task-force’ tem um núcleo de coordenação, liderado pelo ex-secretário de Estado Francisco Ramos e que inclui elementos da Direção-Geral da Saúde, Infarmed e dos ministérios da Defesa Nacional e da Administração Interna e conta com o apoio técnicos de diversas estruturas.

O Estado-Maior-General das Forças Armadas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I. P. (INÇA), os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) são as entidades de apoio técnico.

Ao núcleo de coordenação da task-force compete entregar em 30 dias todos os documentos necessários para definir na totalidade o plano de vacinação contra a covid-19, tanto do ponto de vista da logística (armazenamento e distribuição das diferentes vacinas), como da estratégia de vacinação (identificação dos grupos alvo prioritários, administração e seguimento clínico de resultados e reações adversas).

Deve ainda definir um plano de comunicação com a população sobre a vacinação contra a covid-19, “tendo em vista a disponibilização de informação, de forma objetiva, clara e transparente sobre o processo”, refere o despacho.

Tem ainda de articular com os organismos responsáveis nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores todos os aspetos necessários à concretização do plano de vacinação contra a covid-19 naquelas regiões.

“A ‘task force’ pode promover audição de organismos relevantes, como associações públicas profissionais e, sempre que entender necessário, solicitar o apoio de outros peritos ou de outras instituições para o desenvolvimento dos trabalhos a realizar”, acrescenta o despacho.

Os elementos que participam na ‘task force’ não auferem qualquer remuneração pelo exercício das suas funções.

Na semana passada, o primeiro-ministro revelou que Portugal estava preparado para comprar cerca de 16 milhões de doses de três vacinas contra a covid-19 e adiantou que Bruxelas prepara um combate às campanhas de desinformação em relação à vacinação.

Numa conferência de imprensa no final da cimeira de chefes de Estado e de Governo sobre o combate à covid-19, que decorreu por videoconferência, António Costa disse que as vacinas serão distribuídas simultaneamente em todos os Estados-membros e nas mesmas condições.

No caso de Portugal segundo António Costa, “relativamente a três das vacinas, já estão definidas as doses a comprar: numa 6,9 milhões, em outra 4,6 milhões e, na terceira, 4,5 milhões”.

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País

Serra da Estrela: Nevão corta estradas de acesso ao maciço central

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Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco afirmou que as estradas de acesso ao maciço central da serra da Estrela foram hoje encerradas devido à queda de neve.

De acordo com a fonte, os troços Piornos/Cruzamento da Torre, Cruzamento da Torre/Torre e Torre/ Lagoa Comprida foram encerrados às 09:15, não havendo previsão para a reabertura.

Para hoje, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê “céu geralmente muito nublado e períodos de chuva ou aguaceiros, que serão de neve acima de 1.600/1.800 metros de altitude”.

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Economia

Restauração: “Vocês estão a matar os que querem trabalhar”

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Manifestaram-se hoje em frente ao parlamento por melhores apoios várias centenas de empresários e trabalhadores da restauração, bares, discotecas, cultura, eventos, alojamento e táxis

“Portugal não pode ser menu completo para uns, meia dose para outros e, para muitos, pão e água”, ouviu-se durante os discursos de vários representantes daqueles setores, que falaram esta tarde num palco montado em frente à Assembleia da República, em Lisboa, perante várias centenas de pessoas que vieram, sobretudo, do norte do país, Alentejo e Algarve, respondendo ao repto lançado pelo Movimento A Pão e Água.

O alvo principal das queixas foi o primeiro-ministro, António Costa, tendo a organização convidado todos os empresários a irem para as portas dos seus negócios esta noite, pelas 22:30, bater com tachos, numa ação à qual deram o nome de “tachar o Costa”.

“Vocês estão a matar os que querem trabalhar”, gritaram diversas vezes os manifestantes, alguns deles com os seus negócios fechados há nove meses, como acontece com muitos bares e discotecas.

A principal reivindicação dos profissionais daqueles setores, que sofrem os efeitos da pandemia do novo coronavírus e das medidas adotadas pelo Governo para conter a sua propagação, é que lhes seja permitido trabalhar nos seus horários normais.

Não podendo funcionar sem restrições de horário, aqueles empresários pedem, então, melhores apoios, como a isenção de pagamento da Taxa Social Única (TSU) e apoios a fundo perdido.

“O Estado tem de deixar, de uma vez por todas, de fazer contas de merceeiro e vir falar connosco, nós estamos disponíveis para falar, porque o Dr. António Costa não percebe nada de restauração, não percebe nada de noite e tem de falar com quem percebe”, disse o porta-voz do Movimento A Pão e Água, José Gouveia, à Lusa.

“Lá fora, na Alemanha, em Espanha, França, pagam para as empresas estarem encerradas e aí faz sentido. Agora, se não há forma de nos pagar, então, por favor, deixem-nos trabalhar”, acrescentou.

A marcar presença na manifestação esteve Ascensão Quintas, gerente de um restaurante em Braga, há 37 anos, que conta neste momento com sete funcionários, depois de se ver obrigada a despedir três pessoas.

Sem conseguir conter as lágrimas, Ascensão Quintas disse à Lusa que está a ver a sua vida a “enterrar-se”, com ordenados e rendas para pagar, despesas às quais não consegue fazer face só com as receitas do “take away”.

“Já lutei muito e custa-me muito estar a ver o meu negócio a ir por água abaixo”, lamentou a empresária minhota, admitindo estar quase a desistir.

A saúde mental destes empresários foi também um dos temas abordados durante os discursos desta tarde, com vários relatos de situações de desespero que vivem várias famílias, que dependiam dos seus negócios.

Aos jornalistas, o rosto mais mediático deste movimento, o ‘chef’ Ljubomir Stanisic, disse não fazer ideia como é que os empresários daqueles setores vão resistir, com o Natal a aproximar-se e a terem de pagar o 13.º mês aos seus trabalhadores.

“Nós não estamos agora a pedir dinheiro, nós não queremos que nos apoiem, nós queremos, simplesmente, que nos deixem trabalhar”, sublinhou.

Os manifestantes foram respondendo aos vários apelos da organização para que respeitassem as regras de distanciamento, o uso de máscara e para que lutassem “pelos seus direitos civilizadamente”, tendo agradecido com palmas aos elementos do corpo de segurança ali presentes.

No final, tal como nas outras manifestações organizadas no Porto e em Faro, acenderam-se tochas e fez-se um minuto de silêncio pela “morte” de vários negócios que não conseguiram resistir às dificuldades, simbolizados por um caixão, ouvindo-se, por fim, o hino nacional.

O Governo anunciou no sábado as medidas de contenção da pandemia da covid-19 para o novo período de estado de emergência: nas vésperas dos feriados, o comércio encerra a partir das 15:00 em 127 concelhos do continente classificados como de risco “extremamente elevado” e “muito elevado” e mantêm-se os horários de encerramento do comércio às 22:00 e dos restaurantes e equipamentos culturais às 22:30 nestes concelhos e em mais outros 86 considerados de “risco elevado”.

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